O “eu te amo” acabou sendo tão banalizado, que o “vai se fuder” consegue ser mais sincero. “Vai tomar no cu” possui mais sentimento do que um “eu te adoro”. “Amo você” se tornou “bom dia”. E a sinceridade, onde a esconderam? Impressionante é o fato de que, com poucas semanas de relacionamento, os amantes já se declaram loucamente apaixonados, fazem juras de amor eterno, veêm o parceiro não como um bem para si, mas como uma necessidade. Muitas vezes, não sentem metade do que julgam ser amor, mas ainda sim, insistem em usar tal frase para impressionar. O mais engraçado é isso ocorrer - na maioria das vezes - apenas no mundo digital. Orkut, msn, blogs e afins. Efêmeros “eu te amo”. Efêmeros sentimentos. Parece até mesmo fase, pois dali décadas, a tal frase, antes tão comum, se torna palavras de uma dimensão muito maior. Mas extinta deveria ser a falsidade, a mentira. Pois ao invés de proporcionarem bem estar, iludem. E o tombo costuma ser maior do que se estivesse sido sincero desde o início.
(Daiane Estefani De Souza Martins;*)

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